quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Atividade Onírica

Por muitas vezes me pego pensando em dividir meus sonhos com alguém. Mas todas as vezes em que eu construo sonhos, parece que aquele alguém com quem pensava em dividi-lo tira um tijolinho do castelo, e ele se desfaz cai todinho ao chão.
Esses sonhos se tornam distantes, obras incompletas, de material frágil. E eu me vejo só, perdida em idéias que sinto como se apenas eu tivesse. Idéias de amor, de família feliz, de união estável, parece piada?
Assim eu arrumo um escudo, que coloca essas idéias lá num canto do meu coração, onde ninguém mais consiga ver, pra eu poder dizer que sou normal, que vejo a realidade aquela que eu quero enxergar pra não precisar sofrer, pra poder viver em paz e dizer que lutar por tudo isso é bobeira.
Mas chega um dia em que a gente sente vontade de dizer pra alguém que aquilo lá escondido existe, e sente vontade de lutar pra ele também acreditar que possa ser real, e seguimos cantando pela “estrada do amor”, até que opa! Ele coloca um pé na sua frente, não é bem assim!
Não que todo relacionamento seja desastroso, mas é depois de muitas quedas que aprendemos que não existe metade da laranja! É sim, não existe uma fórmula.
O problema é que depois de tantas trombadas a gente acaba esquecendo aquele sonho bonito que a gente construía, e parece que as coisas vão ficando mais firmes, os pés tocam o chão, e o pesar já se torna mais leve.
E a gente percebe que a vida passa e o tempo também, e ele é sempre curto. E que não basta construir um sonho como qualquer outro, tem que torná-lo forte, e a base disso está em nós mesmos. Confiança, segurança e respeito não se constroem do dia pra noite. Um relacionamento não é uma algema, e nem um tratado de posse e sim um compromisso de felicidade!

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