domingo, 25 de abril de 2010

A forca

Estou por um triz da forca e tenho minhas ultimas palavras, um último pedido
A corda no pescoço, e o povo em grande alvoroço querendo ouvir o que tenho a dizer
Poderia ter uma morte mais emocionante, poderia ter sumido
Mas morrer enforcada era a melhor forma que poderia acontecer
E já conformada eu declarei que já estava quase morta, engasgada
E contei que meu único pecado era amar de mais
Sofrer calada por aquele que me tirava a paz
Era o meu maior crime, ter um coração na mão de alguém
Por isso tomei como refém muitas palavras que precisavam ser ditas
Muitas promessas de amor, coisas bonitas
E eu as prendi bem na minha garganta
Mas fiz isso porque ele não me amou, porque não cuidou do que possuía
Porque ele roubou o meu coração, isso realmente não tem perdão
Eu só quis tomá-lo de volta, por isso mentia, só ele não via
O meu crime maior foi esperar o tempo inteiro, entrar em desespero
Por dar tanto valor, e não ter recompensa
Foi minha maior sentença
Não estar no seu pedestal, e vê-lo fazer sempre tudo igual
Caso encerrado esse amor está acabado
E você quando vai ser julgado?
Solte a corda o amor pra mim morreu
E eu morri junto, só você não percebeu!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um pouco de ilusão

Foi tanto encanto
Cobri você de perfeição
Com um manto
Pura ilusão
Talvez tenha sido um engano
Ou quem sabe a solidão
Que me fez te ver de outra maneira
Sem razão
Pura besteira
Numa rima tão primária
Muito solitária
Em busca de amor
E você sem nenhum pudor, só queria calor
Sem cor, sem inspiração
E eu inocente sempre presente
Aguardava contente a sua ligação
Que vinha sempre junto com um se ou um não
Tão cheio de dúvidas, um quase que sufocava
Engasgava minhas palavras
E diante de tudo isso eu não te vi
Só idealizava, sonhava
E me espatifava no chão da ilusão
Será que agora aprendi?
Ou nas suas garras eu vou de novo cair?